Fantoche é uma forma particular de marioneta animada por uma pessoa e que se distingue pela manipulação que resulta da introdução da mão numa espécie de luva em que o dedo indicador vai suportar a cabeça do boneco, o polegar e o anelar suportam e movem os braços. Por isso também é designado por marioneta de luva. Em sentido restrito, marioneta entende-se como marioneta-de-fios.
O fantoche possui uma face com grande expressividade, sendo os braços e mãos movimentados pelos dedos e muitas vezes é designado também pelos nomes dos personagens populares mais famosos em cada país: Roberto em Portugal, Cristóbal em Espanha, Guignol em França, Kasperl na Alemanha, Kaspérek na República Checa, Petruchka na Rússia, Burattino ou Pulcinella em Itália, Punch em Inglaterra, etc.
Na cultura popular nordestina do Brasil há um tipo particular de fantoche, o mamulengo.
Os termos fantoche, títere e bonifrate são frequentemente usados pejorativamente para designar pessoas sem vontade própria que são manipuladas por outrem.
O dia do fantoche é comemorado em 9 de maio
BOAS VINDAS
CONFECCIONAMOS E ENTREGAMOS PARA TODO O BRASIL
086 9463 6537 - 9934 5520
BOA DIVERSÃO!!!
sábado, 23 de julho de 2011
A formiguinha aventureira
Era uma vez uma formiguinha muito curiosa, muito espertinha, muito corajosa e também muito vaidosa. Sempre procurava estar asseada, sempre se vestia diferente das outras formigas, era a mais bonita. Tinha a mania de ficar a mirar-se ao espelho.
Ela era também muito sonhadora. Sonhava em viajar pelo mundo e adorava passear pelo bosque.
A rainha Paciência ficava sempre de olho na formiguinha, pois ela era órfã, seus pais tinham morrido de uma morte superpesada, eles foram pisados por uma pessoa de um metro e oitenta e cinco centímetros, e cento e dez quilos, que tinha vindo fazer um piquenique no bosque. A rainha queria educá-la à sua maneira, pois achava que ela tinha uma caídinha pra ser preguiçosa, achava que ela vivia nas nuvens. E quem já viu formiga preguiçosa e sonhadora? A rainha dizia que ela tinha vocação pra ser cigarra. Mas como? Se nem cantar bonito como uma cigarra ela sabia, embora tentasse, mas não tinha jeito, tava mais pra cantiga de grilo do que de cigarra.
A rainha Paciência mesmo com toda sua paciência, vivia brigando com ela. Não dava trégua, queria que ela trabalhasse igual as outras formigas. O inverno estava chegando, tinham que encher a despensa com bastante alimento, pois tinha saído no jornal da televisão que esse inverno seria muito forte. Todas as formigas estavam pegando alimento e lenha no bosque. Ela também trabalhava, mas sozinha, pois detestava aquela fila das formigas. Sempre tudo igual, todas se vestiam do mesmo jeito, faziam as mesmas coisas, viviam sempre em fila. E só faziam trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Ela sempre sonhava e dizia:
_Ainda vou ser a rainha das formigas, a primeira coisa que vou decretar será acabar com a fila. Quem já viu tanta fila? Parece bando de abelhas...fila pra pegar folha; fila pra trazer água; fila pra tomar banho; fila até pra ir pra cama. Não aguento mais essa vida de andar uma atrás da outra, não sou vagão de trem, eu hem?! Quero liberdade, quero ser independente, viajar, conhecer o mundo, trabalha-se demais aqui, ninguém brinca, ninguém curte a vida. A rainha passa o dia naquele trono, não coloca nem a cabeça na janela, vivemos todos num formigueiro superapertado, quando entram duas formigas na cozinha, uma tem que sair de ré, pois não dá pra fazer a curva com o corpo. Quando eu for a rainha, tudo vai ser diferente.
Então, um dia que estavam todos dormindo, inclusive o vigia do buraco de formiga , ela arrumou sua trouxinha enrolada num lençol e amarrado no pau de vassoura e saiu pelo mundo atrás de aventuras.
Quando amanheceu, já estava bem longe do seu buraco. De repente ela viu um coelhinho vindo na sua direção, quase que a atropelava.
_ Ei! Olha por onde anda! Quase que você me pisava.
_ Desculpa, não te vi. E o que você está fazendo sozinha? Nunca vi formiga andar só. Vocês só andam em grupo, uma atrás da outra.
_ Eu sou diferente. Sou orfã. E ainda mais eu detesto a vida de formiga. Não aguentava mais aquela vida de fila, minha vida era uma fila só. Dei um basta a tudo isso, quero ser independente.Sou sozinha no mundo mesmo, como já disse, não tenho família.
_ E daí? Conheço um monte de formigas orfãs, não interessa se tem pais ou não, quem manda mesmo é a rainha. Ué...e a sua rainha deixou você ir embora do buraco - quartel? Que rainha mais negligente, sem autoridade, nunca vi disso. Uma revolucionária dentro do buraco e ela não fez nada?.Se você fosse uma formiga do reinado da rainha Ditadurajá com certeza você estaria de castigo na solitária.
_ Quem é essa rainha? Nunca ouvi falar. E olha que eu conheço algumas rainhas. Os formigueiros de vez em quando se visitam, temos que estar sempre unidas. Mas essa rainha Ditado...quero dizer Dentadura não conheço.
_ Rainha Ditadurajá, formiguinha! Ih... você é meio maluquinha, né?
_ Ditadurajá, Dentadura, seja lá o que for... não conheço nem quero conhecer e tenho raiva de quem conhece. Tchau! Estou perdendo meu tempo com voce.
_Que formiguinha abusada, eu hem?! Se cuide, tchau!
E lá vai a formiguinha Aventureira se aventurar pelo mundo. Ela prestava atenção a tudo que passava: cada árvore diferente, cada pedra, cada flor, só não prestou atenção ao dia que já tava passando, estava quase escurecendo.
E aí? Onde ela iria passar a noite?
_ Ai...tou ficando com medo, tá ficando escuro. Se pelo menos eu achasse um buraco de formiga. Vai embora medo! Nem vem que não tem! Não tenho medo de nada!
Continuou sua caminhada, quando, de repente, começou a escutar um barulho:
_ Parece uma batucada, será uma festa? O barulho vem daquele lado, perto da mangueira elegante.
O barulho vinha de um formigueiro que ficava embaixo da mangueira elegante. A formiguinha foi devagarinho se aproximando. Ela era tão corajosa que teve a ousadia de entrar no formigueiro. Êta formiguinha danadinha! O que ela viu deixou-a chocada: Um monte de formigas trabalhando com correntes amarradas nas pernas. Formigas velhas, crianças, doentes; formigas que não podiam de forma alguma estar trabalhando. Que loucura era essa que ela estava vendo?
Pensou em sair dali correndo, mas não podia fazer isso com aquelas formigas, tinha que ajudá-las de alguma forma, e também estava supercuriosa para saber por que estavam trabalhando de madrugada e daquela forma como priosioneiras.
Ela se escondeu atrás de uma saliência do buraco de formiga e conseguiu falar com uma delas. Era uma formiga bem velhinha, bem magrinha, as perninhas eram mais finas do que a mais fina das teias de aranha que podia existir no mundo. A formiguinha Aventureira teve uma pena enorme, teve até vontade de chorar, mas se controlou e perguntou:
_ Por que vocês estão trabalhando, se vocês não têm mais condições de trabalhar? Por que até formigas nenêns estão trabalhando? Por que estão trabalhando amarradas? E por que estão trabalhando a essa hora da noite?
Eram tantos porquês que a formiga velhinha magricela ficou tonta.
_ Primeiro você quer saber o quê? Aliás, antes de responder todas suas perguntas eu gostaria de saber quem é você, e o que está fazendo aqui no buraco-prisão Casa de Detenção Tirana, pertencente ao formigueiro da rainha Ditadurajá.
_ Eu estava passando aqui por perto quando escutei um barulho esquisito, então, me aproximei para ver o que era, pensei que estava havendo uma festa, pois o barulho do martelo de vocês parecia uma batucada de samba. Acabei de ouvir falar dessa rainha Ditadurajá.
_ É que a gente fica fazendo isso para tentar distrair as crianças, fazemos nosso trabalho em ritmo de samba para elas não ficarem tão tristes, pois como você deve ter percebido somos prisioneiras da rainha Ditadurajá. Quando manda prender alguém que ela acha que fez alguma coisa errada, a família da dita cuja é presa também, por isso que tem aqui velhos, crianças e formigas doentes. Pois a família toda tem que ser presa, independente de idade e de saúde. Mas o que você estava fazendo sozinha na floresta? A sua rainha deixa você sair sozinha?
_ Eu fugi do meu formigueiro. Mas a rainha Paciência era um amor de formiga. Eu fugi porque não aguentava mais a vida de formiga. Mas deixa isso prá lá...eu gostaria de ajudar vocês. Eu só vi dois vigias na entrada da prisão, e mesmo assim estavam distraídos jogando dominó, tem mais algum vigia por perto?
_ Não. Ninguém se arrisca a fugir. Temos medo, pois o fugitivo vai parar na solitária.
_ Mas que rainha cruel! Isso não pode continuar. Irei ajudar vocês.Eu tenho aqui na minha mochila um canivete super amolado, ele corta até metal, irei cortar sua corrente e você me ajuda a cortar das outras. Depois amarraremos os vigias e fugiremos pela floresta, correremos a noite toda e quando amanhecer já estaremos bastante longe.
_Mas isso não é certo...temos que obedecer nossa rainha.
_ Eu topo e a senhora também, viu dona Graciosa? Muito prazer, eu me chamo Dona Dorinha, escutei toda conversa de vocês. Gostei do seu plano e gostei muito de você, muito obrigada por ter a coragem de nos ajudar.
_ Muito prazer dona Dorinha, também gostei da senhora, mas vamos lá, pois temos que aproveitar a noite, e pelo que estou vendo, tem formiga que não vai ter condições de correr, vamos ter que carregá-las, portanto, vamos logo com isso!
Depois que todas estavam soltas e os vigias presos, as mais fortes carregaram nas costas as mais fraquinhas e os nenens, e saíram correndo mais rápido do que coelho assustado com bomba de São João. Quando o dia amanheceu, elas já estavam bem longe da prisão. Mesmo assim a formiguinha Aventureira achou melhor as últimas ficarem apagando os rastos, e para se sentirem mais seguras ainda achou melhor atravessarem o rio. A formiga Aventureira pegou um pedaço de pau grande e empurrou pra perto do rio, pediu pra que todas as formigas subissem nele e deixassem a correnteza levá-las para bem longe. Desceram cascatas enormes e foram parar num bosque lindo. Chegando lá a formiguinha Aventureira reuniu todos numa pedra e fez uma reunião.
_Bem amigas...graças a Deus conseguimos fugir. Vocês agora são livres. Acho que aqui não tem mais perigo. Jamais a rainha Ditadurajá encontrará vocês aqui, pois estamos bastante longe do seu buraco reinado. E para comemorar vamos catar comidas e bebidas, quem for músico improvise um instrumento, pois vamos fazer uma festança, vamos cantar e dançar para comemorar nossa vitória, e vamos ao grito de vitória! Iupi!!iupi!!
E todos gritaram: Iupi!!Iupi!!
A festa foi de uma animação tamanha, os outros bichos atraídos pela alegria também participaram, mesmo sem saber o motivo da comemoração. A festa durou o dia inteiro.
Quando acabou, todos adormeceram exaustos. Ao amanhecer a formiguinha Aventureira organizou suas coisas para continuar a viagem, então, dona Graciosa com o barulho da formiguinha Aventureira, acordou.
_Ué...você vai pra onde? Não vai ficar com a gente? E quem vai tomar conta da gente? Quem vai mandar na gente?
_ Vocês agora são livres. Podem fazer com as suas vidas o que quiserem.
_ Ei! Acordem formigas! A formiga Aventureira vai nos abandonar! E agora como vamos viver?
Todas se levantaram assustadas.
_ Você não pode nos abandonar, não faça isso com a gente, senão podemos morrer.
_ Calma! Tudo bem. Irei ficar com vocês uns dias até ver que já estão organizadas. Primeira coisa que temos a fazer é um formigueiro. De preferência bem grande e bem bonito. Vou fazer o projeto nessa folha.
Ela fez um formigueiro enorme, cada família com seu quarto. Uma piscina, um parque para as crianças, uma salão para dança, um salão para a ceia, ninguém tinha visto um projeto de formigueiro tão bonito.
Depois de alguns dias ficou pronto. O formigueiro ficou maior do que pensavam. E ficou de uma beleza estonteante. Todo enfeitado de flores, cada cantinho era mais bonito do que o outro. Dava prazer ficar nesse formigueiro no inverno.
Ela ensinou pra elas a dividirem as tarefas de uma forma que ficasse com tempo livre para se divertirem, e não precisava ficar em fila, cada um fazia sua parte, todos faziam suas tarefas com o maior capricho, mas no seu ritmo e cada um com sua vocação. As que tinham vocação para lenhador cuidavam da lenha, as que gostavam de cozinhar trabalhavam na cozinha. E assim a vida do formigueiro era alegria só. Tinha noite que cantavam e dançavam sem parar.
Todos viviam felizes, as doentes ficaram com saúde novamente. As velhinhas eram tratadas com respeito. As crianças viviam sorrindo e fazendo suas traquinagens.
Os outros bichos do bosque nunca tinham visto um formigueiro tão feliz. Mas um dia a formiguinha Aventureira deu a péssima notícia: iria embora.
_Bem, o combinado foi esse, por favor não fiquem tristes.
_Nós sabemos, mas você não é feliz aqui?
_Nunca fui tão feliz na minha vida. Mas eu tenho que continuar o meu destino.
_ E quem foi que disse que o seu destino não é ser rainha desse formigueiro que você mesma criou?
Ela se virou para ver quem tinha falado isso com uma voz tão bonita.
Era o formiguinha Delírio e realmente ele era delirante, era o colírio de todas as formiguinhas do formigueiro. Ela o achava lindo, forte, trabalhador, mas sempre discreto, calado. Todas ficaram surpresas quando ouviram-no falar assim.
E ele continuou:
_ Vocês não concordam comigo? Ela já pode ser considerada nossa rainha oficial; aliás desde o início ela tem feito o papel de rainha, e das melhores! Acho que não existe nesse planeta um formigueiro mais feliz. Não passamos o dia em fila, todos nós somos livres, e aprendemos a dividir nosso tempo de uma forma que trabalhamos com prazer e para viver com mais conforto e alegria, e não como os outros formigueiros que vivem para trabalhar. Portanto, desejamos do fundo dos nossos corações que você seja nossa rainha. Iremos respeitá-la como a rainha das rainhas.
Todos aplaudiram de pé. A formiguinha ficou toda emocionada. Realmente ela era muito feliz ali. Teve mais aventuras do que nunca imaginou. E principalmente ficou encantada com o discurso do formiguinha Delírio. Ela aceitou toda feliz ser a rainha oficial.
Os dias foram passando, ela e o formiguinha Delírio foram se apaixonando e resolveram casar. Convidaram todas as formigas do formigueiro da rainha Paciência. O casamento durou três dias e três noites de festa.
O formigueiro da rainha Ditadurajá teve uma revolução e tiraram a rainha Ditadurajá do seu trono. O exemplo do formigueiro da rainha Aventureira foi falado e imitado em todos os formigueiros do planeta Terra e até do planeta Marte. Até as abelhas começaram a imitar a rainha Aventureira.
E todas as formigas de todos os formigueiros viveram felizes para sempre.
A rainha Paciência ficava sempre de olho na formiguinha, pois ela era órfã, seus pais tinham morrido de uma morte superpesada, eles foram pisados por uma pessoa de um metro e oitenta e cinco centímetros, e cento e dez quilos, que tinha vindo fazer um piquenique no bosque. A rainha queria educá-la à sua maneira, pois achava que ela tinha uma caídinha pra ser preguiçosa, achava que ela vivia nas nuvens. E quem já viu formiga preguiçosa e sonhadora? A rainha dizia que ela tinha vocação pra ser cigarra. Mas como? Se nem cantar bonito como uma cigarra ela sabia, embora tentasse, mas não tinha jeito, tava mais pra cantiga de grilo do que de cigarra.
A rainha Paciência mesmo com toda sua paciência, vivia brigando com ela. Não dava trégua, queria que ela trabalhasse igual as outras formigas. O inverno estava chegando, tinham que encher a despensa com bastante alimento, pois tinha saído no jornal da televisão que esse inverno seria muito forte. Todas as formigas estavam pegando alimento e lenha no bosque. Ela também trabalhava, mas sozinha, pois detestava aquela fila das formigas. Sempre tudo igual, todas se vestiam do mesmo jeito, faziam as mesmas coisas, viviam sempre em fila. E só faziam trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Ela sempre sonhava e dizia:
_Ainda vou ser a rainha das formigas, a primeira coisa que vou decretar será acabar com a fila. Quem já viu tanta fila? Parece bando de abelhas...fila pra pegar folha; fila pra trazer água; fila pra tomar banho; fila até pra ir pra cama. Não aguento mais essa vida de andar uma atrás da outra, não sou vagão de trem, eu hem?! Quero liberdade, quero ser independente, viajar, conhecer o mundo, trabalha-se demais aqui, ninguém brinca, ninguém curte a vida. A rainha passa o dia naquele trono, não coloca nem a cabeça na janela, vivemos todos num formigueiro superapertado, quando entram duas formigas na cozinha, uma tem que sair de ré, pois não dá pra fazer a curva com o corpo. Quando eu for a rainha, tudo vai ser diferente.
Então, um dia que estavam todos dormindo, inclusive o vigia do buraco de formiga , ela arrumou sua trouxinha enrolada num lençol e amarrado no pau de vassoura e saiu pelo mundo atrás de aventuras.
Quando amanheceu, já estava bem longe do seu buraco. De repente ela viu um coelhinho vindo na sua direção, quase que a atropelava.
_ Ei! Olha por onde anda! Quase que você me pisava.
_ Desculpa, não te vi. E o que você está fazendo sozinha? Nunca vi formiga andar só. Vocês só andam em grupo, uma atrás da outra.
_ Eu sou diferente. Sou orfã. E ainda mais eu detesto a vida de formiga. Não aguentava mais aquela vida de fila, minha vida era uma fila só. Dei um basta a tudo isso, quero ser independente.Sou sozinha no mundo mesmo, como já disse, não tenho família.
_ E daí? Conheço um monte de formigas orfãs, não interessa se tem pais ou não, quem manda mesmo é a rainha. Ué...e a sua rainha deixou você ir embora do buraco - quartel? Que rainha mais negligente, sem autoridade, nunca vi disso. Uma revolucionária dentro do buraco e ela não fez nada?.Se você fosse uma formiga do reinado da rainha Ditadurajá com certeza você estaria de castigo na solitária.
_ Quem é essa rainha? Nunca ouvi falar. E olha que eu conheço algumas rainhas. Os formigueiros de vez em quando se visitam, temos que estar sempre unidas. Mas essa rainha Ditado...quero dizer Dentadura não conheço.
_ Rainha Ditadurajá, formiguinha! Ih... você é meio maluquinha, né?
_ Ditadurajá, Dentadura, seja lá o que for... não conheço nem quero conhecer e tenho raiva de quem conhece. Tchau! Estou perdendo meu tempo com voce.
_Que formiguinha abusada, eu hem?! Se cuide, tchau!
E lá vai a formiguinha Aventureira se aventurar pelo mundo. Ela prestava atenção a tudo que passava: cada árvore diferente, cada pedra, cada flor, só não prestou atenção ao dia que já tava passando, estava quase escurecendo.
E aí? Onde ela iria passar a noite?
_ Ai...tou ficando com medo, tá ficando escuro. Se pelo menos eu achasse um buraco de formiga. Vai embora medo! Nem vem que não tem! Não tenho medo de nada!
Continuou sua caminhada, quando, de repente, começou a escutar um barulho:
_ Parece uma batucada, será uma festa? O barulho vem daquele lado, perto da mangueira elegante.
O barulho vinha de um formigueiro que ficava embaixo da mangueira elegante. A formiguinha foi devagarinho se aproximando. Ela era tão corajosa que teve a ousadia de entrar no formigueiro. Êta formiguinha danadinha! O que ela viu deixou-a chocada: Um monte de formigas trabalhando com correntes amarradas nas pernas. Formigas velhas, crianças, doentes; formigas que não podiam de forma alguma estar trabalhando. Que loucura era essa que ela estava vendo?
Pensou em sair dali correndo, mas não podia fazer isso com aquelas formigas, tinha que ajudá-las de alguma forma, e também estava supercuriosa para saber por que estavam trabalhando de madrugada e daquela forma como priosioneiras.
Ela se escondeu atrás de uma saliência do buraco de formiga e conseguiu falar com uma delas. Era uma formiga bem velhinha, bem magrinha, as perninhas eram mais finas do que a mais fina das teias de aranha que podia existir no mundo. A formiguinha Aventureira teve uma pena enorme, teve até vontade de chorar, mas se controlou e perguntou:
_ Por que vocês estão trabalhando, se vocês não têm mais condições de trabalhar? Por que até formigas nenêns estão trabalhando? Por que estão trabalhando amarradas? E por que estão trabalhando a essa hora da noite?
Eram tantos porquês que a formiga velhinha magricela ficou tonta.
_ Primeiro você quer saber o quê? Aliás, antes de responder todas suas perguntas eu gostaria de saber quem é você, e o que está fazendo aqui no buraco-prisão Casa de Detenção Tirana, pertencente ao formigueiro da rainha Ditadurajá.
_ Eu estava passando aqui por perto quando escutei um barulho esquisito, então, me aproximei para ver o que era, pensei que estava havendo uma festa, pois o barulho do martelo de vocês parecia uma batucada de samba. Acabei de ouvir falar dessa rainha Ditadurajá.
_ É que a gente fica fazendo isso para tentar distrair as crianças, fazemos nosso trabalho em ritmo de samba para elas não ficarem tão tristes, pois como você deve ter percebido somos prisioneiras da rainha Ditadurajá. Quando manda prender alguém que ela acha que fez alguma coisa errada, a família da dita cuja é presa também, por isso que tem aqui velhos, crianças e formigas doentes. Pois a família toda tem que ser presa, independente de idade e de saúde. Mas o que você estava fazendo sozinha na floresta? A sua rainha deixa você sair sozinha?
_ Eu fugi do meu formigueiro. Mas a rainha Paciência era um amor de formiga. Eu fugi porque não aguentava mais a vida de formiga. Mas deixa isso prá lá...eu gostaria de ajudar vocês. Eu só vi dois vigias na entrada da prisão, e mesmo assim estavam distraídos jogando dominó, tem mais algum vigia por perto?
_ Não. Ninguém se arrisca a fugir. Temos medo, pois o fugitivo vai parar na solitária.
_ Mas que rainha cruel! Isso não pode continuar. Irei ajudar vocês.Eu tenho aqui na minha mochila um canivete super amolado, ele corta até metal, irei cortar sua corrente e você me ajuda a cortar das outras. Depois amarraremos os vigias e fugiremos pela floresta, correremos a noite toda e quando amanhecer já estaremos bastante longe.
_Mas isso não é certo...temos que obedecer nossa rainha.
_ Eu topo e a senhora também, viu dona Graciosa? Muito prazer, eu me chamo Dona Dorinha, escutei toda conversa de vocês. Gostei do seu plano e gostei muito de você, muito obrigada por ter a coragem de nos ajudar.
_ Muito prazer dona Dorinha, também gostei da senhora, mas vamos lá, pois temos que aproveitar a noite, e pelo que estou vendo, tem formiga que não vai ter condições de correr, vamos ter que carregá-las, portanto, vamos logo com isso!
Depois que todas estavam soltas e os vigias presos, as mais fortes carregaram nas costas as mais fraquinhas e os nenens, e saíram correndo mais rápido do que coelho assustado com bomba de São João. Quando o dia amanheceu, elas já estavam bem longe da prisão. Mesmo assim a formiguinha Aventureira achou melhor as últimas ficarem apagando os rastos, e para se sentirem mais seguras ainda achou melhor atravessarem o rio. A formiga Aventureira pegou um pedaço de pau grande e empurrou pra perto do rio, pediu pra que todas as formigas subissem nele e deixassem a correnteza levá-las para bem longe. Desceram cascatas enormes e foram parar num bosque lindo. Chegando lá a formiguinha Aventureira reuniu todos numa pedra e fez uma reunião.
_Bem amigas...graças a Deus conseguimos fugir. Vocês agora são livres. Acho que aqui não tem mais perigo. Jamais a rainha Ditadurajá encontrará vocês aqui, pois estamos bastante longe do seu buraco reinado. E para comemorar vamos catar comidas e bebidas, quem for músico improvise um instrumento, pois vamos fazer uma festança, vamos cantar e dançar para comemorar nossa vitória, e vamos ao grito de vitória! Iupi!!iupi!!
E todos gritaram: Iupi!!Iupi!!
A festa foi de uma animação tamanha, os outros bichos atraídos pela alegria também participaram, mesmo sem saber o motivo da comemoração. A festa durou o dia inteiro.
Quando acabou, todos adormeceram exaustos. Ao amanhecer a formiguinha Aventureira organizou suas coisas para continuar a viagem, então, dona Graciosa com o barulho da formiguinha Aventureira, acordou.
_Ué...você vai pra onde? Não vai ficar com a gente? E quem vai tomar conta da gente? Quem vai mandar na gente?
_ Vocês agora são livres. Podem fazer com as suas vidas o que quiserem.
_ Ei! Acordem formigas! A formiga Aventureira vai nos abandonar! E agora como vamos viver?
Todas se levantaram assustadas.
_ Você não pode nos abandonar, não faça isso com a gente, senão podemos morrer.
_ Calma! Tudo bem. Irei ficar com vocês uns dias até ver que já estão organizadas. Primeira coisa que temos a fazer é um formigueiro. De preferência bem grande e bem bonito. Vou fazer o projeto nessa folha.
Ela fez um formigueiro enorme, cada família com seu quarto. Uma piscina, um parque para as crianças, uma salão para dança, um salão para a ceia, ninguém tinha visto um projeto de formigueiro tão bonito.
Depois de alguns dias ficou pronto. O formigueiro ficou maior do que pensavam. E ficou de uma beleza estonteante. Todo enfeitado de flores, cada cantinho era mais bonito do que o outro. Dava prazer ficar nesse formigueiro no inverno.
Ela ensinou pra elas a dividirem as tarefas de uma forma que ficasse com tempo livre para se divertirem, e não precisava ficar em fila, cada um fazia sua parte, todos faziam suas tarefas com o maior capricho, mas no seu ritmo e cada um com sua vocação. As que tinham vocação para lenhador cuidavam da lenha, as que gostavam de cozinhar trabalhavam na cozinha. E assim a vida do formigueiro era alegria só. Tinha noite que cantavam e dançavam sem parar.
Todos viviam felizes, as doentes ficaram com saúde novamente. As velhinhas eram tratadas com respeito. As crianças viviam sorrindo e fazendo suas traquinagens.
Os outros bichos do bosque nunca tinham visto um formigueiro tão feliz. Mas um dia a formiguinha Aventureira deu a péssima notícia: iria embora.
_Bem, o combinado foi esse, por favor não fiquem tristes.
_Nós sabemos, mas você não é feliz aqui?
_Nunca fui tão feliz na minha vida. Mas eu tenho que continuar o meu destino.
_ E quem foi que disse que o seu destino não é ser rainha desse formigueiro que você mesma criou?
Ela se virou para ver quem tinha falado isso com uma voz tão bonita.
Era o formiguinha Delírio e realmente ele era delirante, era o colírio de todas as formiguinhas do formigueiro. Ela o achava lindo, forte, trabalhador, mas sempre discreto, calado. Todas ficaram surpresas quando ouviram-no falar assim.
E ele continuou:
_ Vocês não concordam comigo? Ela já pode ser considerada nossa rainha oficial; aliás desde o início ela tem feito o papel de rainha, e das melhores! Acho que não existe nesse planeta um formigueiro mais feliz. Não passamos o dia em fila, todos nós somos livres, e aprendemos a dividir nosso tempo de uma forma que trabalhamos com prazer e para viver com mais conforto e alegria, e não como os outros formigueiros que vivem para trabalhar. Portanto, desejamos do fundo dos nossos corações que você seja nossa rainha. Iremos respeitá-la como a rainha das rainhas.
Todos aplaudiram de pé. A formiguinha ficou toda emocionada. Realmente ela era muito feliz ali. Teve mais aventuras do que nunca imaginou. E principalmente ficou encantada com o discurso do formiguinha Delírio. Ela aceitou toda feliz ser a rainha oficial.
Os dias foram passando, ela e o formiguinha Delírio foram se apaixonando e resolveram casar. Convidaram todas as formigas do formigueiro da rainha Paciência. O casamento durou três dias e três noites de festa.
O formigueiro da rainha Ditadurajá teve uma revolução e tiraram a rainha Ditadurajá do seu trono. O exemplo do formigueiro da rainha Aventureira foi falado e imitado em todos os formigueiros do planeta Terra e até do planeta Marte. Até as abelhas começaram a imitar a rainha Aventureira.
E todas as formigas de todos os formigueiros viveram felizes para sempre.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
MASSA DE MODELAR - RECEITA
1 copo de farinha de trigo
1/2 copo de sal
1 colher de óleo
água, o suficiente para que seja fácil o manejo
1 colher de sopa de anilina ou suco em pó, na cor que desejar.
Coloque todos os ingredientes numa vasilha, e misture, cuidado para não por muita água, caso erre coloque mais farinha. Fica perfeito!
Sove bem como se fosse uma massa de pão.
1/2 copo de sal
1 colher de óleo
água, o suficiente para que seja fácil o manejo
1 colher de sopa de anilina ou suco em pó, na cor que desejar.
Coloque todos os ingredientes numa vasilha, e misture, cuidado para não por muita água, caso erre coloque mais farinha. Fica perfeito!
Sove bem como se fosse uma massa de pão.
A LIBÉLULA - Transitoriedade da vida
Gostaria que vocês imaginassem um pequeno lago... Dentro desse lago, há um tufo de grama. Nesse tufo de grama, num ramo fino como uma lâmina, há um casulo.
Numa manhã, apareceu um buraquinho no casulo. Ele foi crescendo, crescendo, ficando maior, até que, de dentro, saiu um braço; e, depois, outro; uma perna e, depois, uma outra; logo-logo, saiu uma cabecinha muito bonita com dois olhos grandes e redondos. Ainda saíram duas lindas e translúcidas asas. Agora, no raminho de grama, havia uma libélula.
A libélula olhou e viu, pela primeira vez, o céu azul, o branco das nuvens, o verde da grama e a cor das flores, a altura das árvores... Estava feliz.
Começou a testar suas asas e viu que podia voar alto. O primeiro era um vôo ao topo de uma árvore. Depois descobriu que podia voar em direção ao sol e, relaxadamente, passou por uma nuvem e fez acrobacias no ar. Mais tarde mergulhou numa poça d’água, mexendo um pouquinho com as asas. Estava feliz...
A libélula, já mais segura de si, gostaria de ir um pouco mais longe! Voou e voou até chegar numa casa. Voou ao redor da casa.
Bem atrás, havia uma janela aberta, e, por curiosidade, resolveu voar para dentro desse lugar: viu panelas e panelas brilhando em prateleiras...
Descobriu que estava numa cozinha. Mas não sabia que o cozinheiro, nesse dia, estava preparando um banquete. Ela queria ver tudo em detalhes: voou para o alto e olhou lá de cima. Viu uma mesa onde havia um pote bem redondo, cheio de uma guloseima que não conhecia: “Oh! Nuvens brancas”, pensou. “Há nuvens lá em cima e aqui também.”
A libélula quis mergulhar nas nuvens... Tomou distância, mirou o alvo e... se jogou naquela “nuvem branca”. Ploft!
Foi quando descobriu que aquilo não era uma nuvem, mas algo muito grudento: um creme muito pesado para suas asas, impedindo-a de se movimentar... Quanto mais tentava se erguer, mais tentava, mais se afundava.
A libélula começou a rezar:
— Oh, Deus de todas as criaturas voadoras... por favor, me ajude; eu não sabia que isso era tão grudento... Por favor, me tire daqui... Se você fizer isso, prometo que, imediatamente, passarei a ajudar todas as criaturas voadoras, especialmente as que estiverem em dificuldades. Vou me dedicar totalmente a nobres causas. Por favor, me ajude!
Nesse momento, o cozinheiro começou a escutar uns cochichos, mas não sabia que era uma libélula rezando...
Olhou para a mesa, se dirigindo até ela. Olhou dentro do pote:
— Esse inseto horrível... essa libélula horrorosa dentro do creme, contaminando meu delicioso tempero?!, reagiu indignado.
Rapidamente pegou-a com os dois dedos, chegou até a janela e... jogou-a na grama, lá fora.
— Saia daqui e não volte, disse com raiva.
Feliz, a libélula tentou de novo voar. Ao bater as asas, pesadas de creme, caiu na grama. Assim tentou tirá-lo primeiro de suas patas de trás, de frente... e, finalmente, de todo o seu corpo. Deitou na grama e notou que o dia estava lindo. O sol estava brilhante, quente! A brisa secava-lhe o corpo...
“Ah! Acho que hoje vou tirar uma boa soneca; depois dessas experiências, mereço mesmo descansar um pouco. Amanhã de manhã vou começar, conforme prometi, a ajudar as criaturas voadoras e a dedicar minha vida a causas nobres. Hoje, vou ficar aqui quietinha. Afinal, um dia a mais... uma dia a menos... não fará tanta diferença”, pensou alto.
Assim, a libélula adormeceu...
Mas o que ela não sabia é que uma libélula somente vive por um dia...
É por isso que as pessoas dizem: — Você não pode deixar para amanhã o que deve fazer hoje
Numa manhã, apareceu um buraquinho no casulo. Ele foi crescendo, crescendo, ficando maior, até que, de dentro, saiu um braço; e, depois, outro; uma perna e, depois, uma outra; logo-logo, saiu uma cabecinha muito bonita com dois olhos grandes e redondos. Ainda saíram duas lindas e translúcidas asas. Agora, no raminho de grama, havia uma libélula.
A libélula olhou e viu, pela primeira vez, o céu azul, o branco das nuvens, o verde da grama e a cor das flores, a altura das árvores... Estava feliz.
Começou a testar suas asas e viu que podia voar alto. O primeiro era um vôo ao topo de uma árvore. Depois descobriu que podia voar em direção ao sol e, relaxadamente, passou por uma nuvem e fez acrobacias no ar. Mais tarde mergulhou numa poça d’água, mexendo um pouquinho com as asas. Estava feliz...
A libélula, já mais segura de si, gostaria de ir um pouco mais longe! Voou e voou até chegar numa casa. Voou ao redor da casa.
Bem atrás, havia uma janela aberta, e, por curiosidade, resolveu voar para dentro desse lugar: viu panelas e panelas brilhando em prateleiras...
Descobriu que estava numa cozinha. Mas não sabia que o cozinheiro, nesse dia, estava preparando um banquete. Ela queria ver tudo em detalhes: voou para o alto e olhou lá de cima. Viu uma mesa onde havia um pote bem redondo, cheio de uma guloseima que não conhecia: “Oh! Nuvens brancas”, pensou. “Há nuvens lá em cima e aqui também.”
A libélula quis mergulhar nas nuvens... Tomou distância, mirou o alvo e... se jogou naquela “nuvem branca”. Ploft!
Foi quando descobriu que aquilo não era uma nuvem, mas algo muito grudento: um creme muito pesado para suas asas, impedindo-a de se movimentar... Quanto mais tentava se erguer, mais tentava, mais se afundava.
A libélula começou a rezar:
— Oh, Deus de todas as criaturas voadoras... por favor, me ajude; eu não sabia que isso era tão grudento... Por favor, me tire daqui... Se você fizer isso, prometo que, imediatamente, passarei a ajudar todas as criaturas voadoras, especialmente as que estiverem em dificuldades. Vou me dedicar totalmente a nobres causas. Por favor, me ajude!
Nesse momento, o cozinheiro começou a escutar uns cochichos, mas não sabia que era uma libélula rezando...
Olhou para a mesa, se dirigindo até ela. Olhou dentro do pote:
— Esse inseto horrível... essa libélula horrorosa dentro do creme, contaminando meu delicioso tempero?!, reagiu indignado.
Rapidamente pegou-a com os dois dedos, chegou até a janela e... jogou-a na grama, lá fora.
— Saia daqui e não volte, disse com raiva.
Feliz, a libélula tentou de novo voar. Ao bater as asas, pesadas de creme, caiu na grama. Assim tentou tirá-lo primeiro de suas patas de trás, de frente... e, finalmente, de todo o seu corpo. Deitou na grama e notou que o dia estava lindo. O sol estava brilhante, quente! A brisa secava-lhe o corpo...
“Ah! Acho que hoje vou tirar uma boa soneca; depois dessas experiências, mereço mesmo descansar um pouco. Amanhã de manhã vou começar, conforme prometi, a ajudar as criaturas voadoras e a dedicar minha vida a causas nobres. Hoje, vou ficar aqui quietinha. Afinal, um dia a mais... uma dia a menos... não fará tanta diferença”, pensou alto.
Assim, a libélula adormeceu...
Mas o que ela não sabia é que uma libélula somente vive por um dia...
É por isso que as pessoas dizem: — Você não pode deixar para amanhã o que deve fazer hoje
domingo, 10 de julho de 2011
A arte de contar histórias
Objetivos do Pó de Pirlimpimpim
--->Sensibilizar a todos que se interessem pela arte de contar histórias da sua importância na formação do indivíduo quer como instrumento de ensino e autoconhecimento, como ferramenta na busca de uma maior expressividade artística e verbal ou como elemento dinamizador de grupos e da leitura em instituições;
--->Incentivar educadores e interessados em geral a utilizar a narração de histórias como valioso recurso na educação e formação do ser humano;
---> Oferecer através dos Fantoches de Luvas uma forma educativa e preciosa de ampliar o horizonte das crianças e aumentar o seu conhecimento em relação ao mundo que as cerca.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Das Pedras
Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Cora Coralina
AMOR DE MÃE
Ser Mãe é ser humana
É ser gente, é ser bicho
É viver sem chegar, sem partir
Ser mãe é reconhecer o mundo
Através do amor profundo
É sonhar, é sorrir, é chorar
Ser mãe é descobrir a cada dia
Que a vida recomeça
É enxergar com o coração
É música, é dança, é bonança
Ser mãe é não ter sono, nem cansaço
Plantar, adubar e colher
Ser mãe é cantar a felicidade
É ser poeta e também profeta
Ser mãe é falar o necessário
É calar, é olhar, é entender
Ser mãe é abraçar
É acarinhar, é ninar
É ter a sabedoria dos deuses
A paciência do tempo
É não ter contratempo
Ser mãe é ser anjo
É loucura, é aventura permanente
Ser mãe é viver cercada de amor
É o início, é o meio e jamais o fim
É ser gente, é ser bicho
É viver sem chegar, sem partir
Ser mãe é reconhecer o mundo
Através do amor profundo
É sonhar, é sorrir, é chorar
Ser mãe é descobrir a cada dia
Que a vida recomeça
É enxergar com o coração
É música, é dança, é bonança
Ser mãe é não ter sono, nem cansaço
Plantar, adubar e colher
Ser mãe é cantar a felicidade
É ser poeta e também profeta
Ser mãe é falar o necessário
É calar, é olhar, é entender
Ser mãe é abraçar
É acarinhar, é ninar
É ter a sabedoria dos deuses
A paciência do tempo
É não ter contratempo
Ser mãe é ser anjo
É loucura, é aventura permanente
Ser mãe é viver cercada de amor
É o início, é o meio e jamais o fim
Ser Mãe é ter o coração
FORA DO CORPO
FORA DO CORPO
Te Am<> David Luccccaaa
terça-feira, 5 de julho de 2011
A VASSOURA DEPRIMIDA
Era uma vez uma vassoura que vivia atrás de uma porta. A coitada não era usada como antes. Estava velha, acabada. A dona da casa já não precisava tanto dela. Um dia, muito triste, a vassoura resolveu desabafar com o pano de chão que estava pendurado num prego.
- Pois é amigo. Um dia eu cheguei nesta casa e tinha muito chão para varrer. Lavava o imenso quintal, vasculhava as paredes, deixava quartos, salas e banheiros brilhando de tão limpos. Agora, meu amigo, eu sou nada. Veja o meu fim, a minha decadência.
- É, dona vassoura – disse o pano de chão – o tempo passa e chega o dia da aposentadoria. Olhe para mim, eu já estou quase me aposentando. Já estou desfiando nas laterais, tenho um pequeno furo no meio, estou encardido, logo serei substituído por outro novinho em folha.
- Não estou me referindo a estado de conservação, estou falando de erradicação, ser banida, substituída por um tal de aspirador de pó, essa máquina infernal, barulhenta, sem história, sem tradição.
- Mas dona vassoura, isso não é bom? A senhora pode descansar, ficar quietinha aí no canto, sem ter que trabalhar tanto.
- Não, meu amigo. Não posso parar. Tenho de cumprir a minha sina.
- Amiga, não fique angustiada. Nada nem ninguém pode negar o seu valor na história. Sabe que você representa o poder feminino de efetuar a limpeza da eletricidade negativa dos ambientes?
- Eu sei, meu amigo... Por isso as minhas ancestrais eram feitas de ramos de louro, arruda, manjericão, alecrim, alfazema. As donas de casa juntavam todas as ervas ou escolhiam uma que amarravam em torno de um galho construindo uma vassoura perfumada para purificar o ambiente.
- Isso é tão bonito, dona vassoura! – exclamou o pano de chão comovido.
- É meu amigo, mas existe o lado oposto.
- Lado oposto? Que lado é esse?
- Antigamente diziam que nós, as vassouras, éramos avião de bruxa. Que as feiticeiras da Idade Média viajavam pelos ares cavalgando as vassouras. A partir dessa crendice a vassoura se tornou, na Europa, um amuleto de poder maléfico.
- Cruz credo, amiga.
- As vassouras faziam parte do folclore de alguns países, não é verdade dona vassoura?
- Sim, meu caro! Dos romanos aos chineses. Tínhamos significado fálico, afastávamos mau-olhado e pessoas indesejáveis.
- Batiam nas pessoas?
- Não, meu querido. Éramos colocadas atrás de uma porta com o cabo para baixo e o indesejável ia embora rapidinho.
- A senhora sabia que no Brasil existe a Nossa Senhora da Vassoura?
- Ah, está rindo mim, pano?
- Não amiga. É verdade. No Maranhão havia um cartaz-reclame de um determinado remédio representado por uma enfermeira vassourando remédios inúteis, ficou tão popular que terminou sendo a Nossa Senhora da Vassoura que nos livra dos maus remédios.
- Essa é boa, meu amigo!
- Não sei se você sabe, mas a crendice popular diz que cachorro que apanha de vassoura fica covarde e o gato fica ladrão.
- Puxa, você sabe tanta coisa de mim, meu caro pano de chão, que a minha tristeza está começando a passar.
- Fico feliz, dona vassoura. Aposentadoria não é o fim do mundo. Veja quanta coisa boa as vassouras fizeram, ao passo que o aspirador de pó não tem um currículo igual ao seu. Você ainda tem serventia.
E o pano de chão deu uma risadinha ao ouvir a voz da dona da casa dando ordens à empregada:
- Maria, traga o pano de chão e aquela vassoura velha para limpar a casinha do cachorro.
Sugestões de atividades para a Educação Infantil
NÚMEROS E SISTEMA DE NUMERAÇÃO
1. Contar com as crianças o número de alunos presentes na aula;
2. Agrupar meninos e meninas em cantos opostos da sala;
3. Brincadeira de amarelinha;
4. Criar situações onde as crianças utilizem a contagem em pequenas compras na sala;
5. Utilizar o calendário da sala.
6. Trabalhar com Bingo;
7. Atividades utilizando o Dado, calendário, etc.;
8. Atividade com amarelinha;
9. Trabalhar com quebra-cabeça;
10.Utilização de tampinhas de garrafas
11.Trabalhar com músicas que esteja presente a noção de quantidade;
12.Pedir à criança que distribua atividades e materiais para os colegas e no final conferir se houve sobras ou a falta dos mesmos;
13.A dança da cadeira..
14.Trabalhar como o número é utilizado na sociedade, em diferentes contextos (telefone, relógio, etiquetas de camisas, etc.)
15.Marcar o tempo utilizando o calendário;
16.Trabalhar com os alunos a importância do numeral na localização de um endereço;
17.Registro das datas de aniversários mensal dos alunos para ser exposto na sala.
18.Ler os números, compará-los e ordená-los;
19.Pesquisar os diferentes lugares em que encontramos números;
20.Investigar em situações cotidianas como os números estão ordenados e para que servem;
21.Ao ler histórias para os alunos, incluir a leitura do índice e da numeraçãode páginas, organizando a situação de tal maneira que todos possamparticipar;
22.Pesquisar informações numéricas dos colegas da sala (idade, altura,número do sapato, etc.).
23.Dominó de números e gravuras;
24.Distribuir em vários saquinhos quantidades diferentes de materiais diversos, fazer fichas com numerais e distribuí-las para os alunos, solicitar que os alunos peguem o saquinho com o número correspondente de objetos de acordo com a ficha;
25.Brincadeiras e cantigas que incluem diferentes formas de contagem. Ex: a galinha do vizinho bota ovo amarelinho, bota um bota dois...
GRANDEZAS E MEDIDAS
1. Comparar de dois em dois objetos de comprimentos diferentes;
2. Atividades de despejar, utilizando recipientes de capacidades diversas
3. Atividade com elástico: suspender dois objetos em elásticos do mesmo comprimento preso em madeira, o maior ou menor estiramento dos elásticos indicará seu peso;
4. Ordenar objetos de mesmo tamanho, mas de pesos diferentes;
5. Encher recipientes de diferentes tamanhos para que se estabeleça diferença de capacidade entre eles.
6. Jogos de esconder ou de pega, nos quais um dos participantes deve contar enquanto espera os outros se posicionarem.
7. Fazer cartaz com o calendário e pedir para as crianças identificarem o dia do aniversário dos colegas;
8. Identificar o dia da semana e o mês (atividade diária);
9. Solicitar que os alunos identifiquem datas passadas de fatos reais ou fictícios narrados pela professora;
10.Explorar o calendário solicitando dos alunos que identifiquem em que coluna está o dia de Domingo;
11.Contar no calendário os dias da semana, do mês.
12.Simular ida às compras;
13.Confeccionar dinheiro de brincadeira com os alunos;
14.Jogos
ESPAÇO E FORMA
1. Brincadeira de esconder e achar. A professora esconde um objeto paraas crianças localizarem enquanto as crianças procuram à educadoramedia a brincadeira usando os termos quente (perto) e frio (distante);
2. Uma criança com os olhos vendados tem que localizar um objeto escondido seguindo as referências dadas pela professora;
3. Com os alunos sentados em círculo pedir que as crianças indiquem aposição que um coleguinha está sentado;
4. Trabalhar com blocos lógicos;
5. Construção de cata-vento com as crianças;
6. Trabalhar a forma geométrica com o próprio mobiliário da sala.
7. Construção de um dado com as crianças.
8. Trabalhar com pontos de referências do próprio bairro;
9. Desenhar o caminho de casa até a escola, da sala de aula até a cozinha, etc;
10.Circuito;
11.Desenhar o local do bairro onde a escola está localizada
Formação Pessoal e Social
FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL
1. Rodinha (relatos cotidianos)
2. Faz-de-conta com a utilização de fantoches, dedoches e etc
3. Combinados
4. Bingo
5. Quebra- cabeças
6. Propor atividades em pequenos grupos, nos quais as crianças tomem decisões que afetem o conjunto
7. Disputa de material com os colegas: aprender a compartilhar
8. Atividade em dupla um aluno com os olhos vendado apalpa o colega devendo reconhecê-lo pelo toque por alguma singularidade que este possui.
9. Andar ao mesmo ritmo do colega trabalhando o respeito mútuo
10.Atividade do trenzinho: Os demais alunos do trem imitam os movimentos da criança a frente da locomotiva
11.Ajudar o colega em determinados exercícios físicos com o auxílio da professora
12.Massagem: um colega massageia o outro sob o olhar do professor.
13.Dramatizações
14.Brincadeiras em grupo
15.Troca de brinquedos
16.Jogos com bola
17.Simulação do cotidiano doméstico
18.Pular corda com um pé só, duas ou mais pessoas ao mesmo tempo
19.Atividades em grupo
20.Distribuição de lanche
21.Ajudar o colega menor em atividades que ele ainda não consiga realizar sozinho.
22.Trabalhar com painéis ilustrativos
23.Vídeos
24.Dar banho em bonecos explicando a importância da higiene corporal
25.Trabalhar faz-de-conta na hora do banho
26.Conversar sobre os cheiros
27.Visita a museus
28.Atividades com representação de bairros e cultura local
29.Painéis
30.Pesquisa na comunidade
31.Levar as crianças para lavar as mãos antes das refeições estimulando a autonomia
32.Fazer um painel com gravuras referentes ao tema
33.Vídeo educativo
34.Brincar de “salão de cabeleireiro” para incentivar a manter os cabelos sempre limpos e penteados.
35.Fazer, com os alunos, uma lista dos objetos indispensáveis no banheiro
36.Utilizando os órgãos do sentido, descobrindo pelo cheiro, ou pelo tato, sem olhar os materiais que geralmente achamos no banheiro
37.Fazer vários questionamentos a respeito do uso do vaso sanitário, como: “O que fazer antes de usar o vaso?”, “Por que não se deve sentar em qualquer vaso sanitário?” etc.
38.Construir com os alunos regras para mantermos o sanitário sempre limpo
Natureza e Sociedade
ORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS E SEU MODO DE SER, VIVER E TRABALHAR
1. Brincadeira de roda e outras que as crianças conheçam na área da escola;
2. Atividades no cantinho da história;
3. Utilizar fantoches e músicas relacionadas às tradições culturais;
4. Teatro.
5. Trabalhar com as manifestações culturais da comunidade.
6. Investigar qual o morador mais antigo do bairro;
7. Entrevista com as pessoas mais velhas do bairro para saber as modificações ocorridas com o tempo;
8. Organizar uma exposição com fotos da comunidade;
9. Propor às crianças que procurem nas suas casas e com vizinhos, fotos que retratem a construção de algum prédio da comunidade( escola, igreja, etc), comparar as fotos com o que eles vêem hoje.;
10.Fazer um passeio pela comunidade.
11.Investigar se existe alguma associação de bairro na comunidade em que vive;
12.Pesquisar as profissões das pessoas da família, da escola e algumas pessoas importantes da comunidade, identificando o papel que cada uma exerce;
13.Propor que as crianças tragam de casa recorte de jornal e revistas com personalidades como: prefeito, governador, vereador, etc;
14.Visitar locais onde se desenvolve a cultura no seu bairro( teatro, praças,etc);
15.Fazer um cartão postal com desenho de locais e monumentos do bairro que ele ache importante;
16.Fazer cartazes com gravuras do patrimônio cultural da cidade em que vive;
17.Construir uma maquete do local eleito pela turma como o mais importante patrimônio cultural, utilizando materiais diversos.
18.Idas ao teatro;
19.Vídeos com apresentação de grupos culturais das diversas regiões do país;
20.Propor pesquisa em jornal e revistas de diferentes tipos de manifestação cultural;
21.Visitar os centros culturais da cidade.
OS LUGARES E SUAS PAISAGENS
1. Levar as crianças para área externa pedindo que observem e identifiquem a vegetação local;
2. Fazer um passeio com os alunos na própria comunidade para ser observadas a vegetação, construções e demais paisagens presentes no local;
3. Em sala discutir o que foi observado e pedir que as crianças façam um registro através de desenhos;
4. Trabalhar com a confecção de maquetes simples, explorando os itens citados na habilidade;
5. Fazer algumas perguntas estimulando a criticidade dos educandos como: Como será a vida das crianças que moram perto da praia, perto de um grande rio ou floresta? Como é viver em uma cidade muito grande ou muito pequena?
6. Conversar com as crianças utilizando fotos, cartões postais e outros tipos de imagens que retratem as mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo;
7. Convidar, para falar com os alunos, um morador antigo da comunidade que testemunhou as transformações pelas quais as paisagens do lugar já passaram;
8. Visitar museus;
9. Conversar com os alunos sobre a ida ao museu.
10.Solicitar que os alunos ajudem na limpeza da sala após as realizações das atividades;
11.Ensinar as crianças a jogarem pedaços de papéis, restos de alimentos e outros materiais sem utilidades no lixo para manter o ambiente limpo;
12.Ensinar aos educandos a usarem o banheiro;
13.Arrumar o parque depois que utilizá-lo
OBJETOS E PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO
1. Fazer atividades com dobraduras;
2. Confeccionar instrumentos musicais com materiais de sucatas com os alunos;
3. Confecção de painéis com as crianças;
4. Fazer massa de modelar com os alunos com farinha de trigo, anilina, sal e óleo;
5. Confecção de fantoches e dedoches com as crianças.
6. Exposição de materiais antigos para o educador fazer as mediações pertinentes;
7. Pesquisar em revistas objetos antigos para confecção de painéis para serem trabalhadas as suas características;
8. Produzir com materiais de sucatas algum objeto antigo;
9. Conhecer locais que guardam informações, como: biblioteca, museus etc.
10.Trabalhar com a observação direta para obtenção de dados e informações;
11.Com o auxílio de um espelho mostrar para as crianças um objeto refletido;
12.Construir com as crianças um Rádio utilizando materiais de sucatas para trabalhar o som;
13.Utilizando um aparelho de som mostrar para as crianças o seu funcionamento.
14.Cuidar dos objetos utilizados no cotidiano, adotando atitude de segurança e preservação de acidentes e a sua conservação.
15.Ensinar aos alunos como utilizar os objetos com segurança, através de conversas;
16.Trabalhar com combinados;
17.Solicitar que os alunos sempre guardem os objetos, depois de utilizá-los, pois assim, estão contribuindo para sua conservação;
18.Construção de uma historinha;
SERES VIVOS
1. Oferecer oportunidades para que as crianças possam expor o que sabem sobre os animais que têm em casa;
2. Levar duas gravuras de seres vivos distintos para os alunos analisarem suas semelhanças e diferenças;
3. O professor deve fazer alguns questionamentos, como: “Os animais compartilham os mesmos espaços que a gente”?, “Quais são esses animais”?
4. A professora pode solicitar aos alunos que durante o trajeto da escola para casa observem na natureza os animais encontrados no caminho.
5. No dia seguinte fazer a socialização.
6. Cultivo de plantas em pequenos vasos na sala ou uma horta no espaço externo da escola;
7. Diariamente fazer a manutenção desse cultivo: molhando e retirando as folhagens secas;
8. Na rodinha perguntar aos educandos quem têm animal em casa e como cuidam para que eles não fiquem doentes. A professora depois das falas deverá fazer as devidas interferências.
9. Passar para os alunos a importância em cuidarmos dos vegetais e animais utilizando como recursos: histórias, teatrinho etc.
10.Solicitar para os alunos gravuras sobre a fauna e a flora. Fazer a socialização; Construção de um mural coletivo;
11.Escolher alguma espécie da fauna e flora brasileira e mundial. Fazer o levantamento prévio e depois fazer mediações condizentes com a idade das crianças.
12.Falar com as crianças sobre a importância da preservação da vida e do ambiente;
13.Elaborar um teatro ca participação das crianças sobre a preservação da vida e do ambiente;
14.Mostrar gravuras para as crianças de como ficam o nosso ambiente quando não cuidamos dele.
15.Conversar com as crianças a importâncias dos hábitos de higiene: banho, escovação de dentes e lavar as mãos;
16.Com o uso de uma bacia, água filtrada e copos individuais familiarizar as crianças e favorecer a autonomia delas em relação à higiene bucal.
17.A professora coloca creme dental na sua escova, enquanto as crianças tentam fazer o mesmo com suas, depois é só fazer a escovação.
18.Na hora do banho estimular as crianças a se ensaboarem;
19.Dar banhos em bonecos, utilizando água e sabonete.
FENÔMENOS DA NATUREZA
1. A professora deve fazer questionamentos adequados à idade do grupo sobre tais fenômenos ampliando os conhecimentos das crianças;
2. Sair para um passeio na região próxima a escola após uma pancada de chuva, para observar os efeitos causados na paisagem;
3. Em sala trabalhar a interferência dos efeitos da chuva na vida das pessoas;
4. Trazer, para os conhecimentos dos alunos, fotos de diversos fenômenos ocorridos em outras regiões e suas conseqüências, como, por exemplo, a neve, os furacões, os vulcões etc.
5. Experimentar os deslocamentos pela atuação de forças fazendo cabo-de-guerra;
6. Trabalhar com as diferentes fontes de luz (lâmpada, sol, lanternas, vela);
7. Levar os alunos para área externa para que observem os fenômenos da natureza;
8. Jogos que envolvem luz e sombra. Por meio de diferentes materiais – desde a luz natural do dia ou proveniente de lanternas ou abajures.
CONHECIMENTO DE MUNDO
MOVIMENTO
1. O jogo dramático: neste jogo a criança deixa de ser ela mesma para se tornar um personagem, um animal, um objeto;
2. Imitação de expressões faciais: triste, alegre, zangado, etc.
3. Brincadeira livre em pequenos grupos, com a observação do professor, que poderá fazer algumas interferências quando necessário.
4. Jogo da Marionete: simula que em cada segmento tem um fio que ao ser esticado o move. Uma criança move os fios e o outro tente mover-se em função da ação do colega.
5. Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar, etc.
6. Brincadeiras que utilizem habilidades como força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos que participa como: correr com um pé, pular corda, etc.
7. Pedir que os alunos façam algumas representações corporais como: derreter como um sorvete, balançar como as folhas de uma árvore, etc.
8. Brincadeira do siga o mestre: o professor realiza gestos para os alunos imitar.
9. Trabalhar com cantigas de roda;
10.Ao som de músicas instrumentais realizar movimentos suaves;
11.Fazer movimentos seguindo o ritmo de toques de tambor;
12.Trabalhar com as crianças diferentes modalidades musicais explorando movimentos variados.
13.Utilizar alguns materiais, em contato com o corpo da criança para proporcionar atividades sensíveis interessantes como: gelo, areia, água, etc.
14.Banho de mangueira;
15.Atividades com objetos de pesos variados;
16.Utilizando o piso da sala de aula e da área externa fazer com que os educandos percebam a diferença de temperatura entre ambos;
17.Trabalhar o reconhecimento dos sinais vitais e de suas alterações, como a respiração, os batimentos cardíacos.
18.Participa de brincadeiras e jogos que envolvem correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se e dançar.
19.Atividade livre na área da escola;
20.Atividade de comando com música;
21.Atividades de transpor obstáculos;
22.Circuito – atividade de percurso de acordo com a turma- obstáculos para subir, descer, pular, rolar, etc.
23.Atividades com raquetes: equilibrar bolas nelas, lançar bola no ar e amortecer a queda com a raquete;
24.Lançar aros pequenos no ar;
25.Pescar os aros com os pés, as mãos e com uma vara;
26.Bater no balão com diferentes partes do corpo
MÚSICA
1. Entoar sons e canções em diferentes alturas;
2. Sentadas em circulo uma criança caminha, pela parte externa da roda, segurando uma bola. O educador segue o tempo da criança com um instrumento de percussão e cantando. Quando pára de cantar, a criança dá a bola à outra do círculo e senta no lugar que esta deixa;
3. Caminhar, batendo dois bastõezinhos. Ao ouvir o som do apito, bater no chão com rapidez;
4. Cantar uma canção escolhida, enquanto o educador permanece em pé, Parar de cantar quando ele se senta;
5. Fazer rolar uma bola pequena com a ponta do pé enquanto soa a melodia. Pôr o pé sobre a bola toda vez que a melodia se interromper.
6. Jogos musicais;
7. Criação de pequenas canções;
8. Solicitar que os alunos cantem a música que mais apreciam;
9. A educadora canta uma música, escolhida de acordo com a idade da criança, depois pára e pede para a turma continuar a melodia.
10.Ouvir músicas variadas, com ritmos variados; brincar de dança das cadeiras com diferentes ritmos, a criança tem que seguir o ritmo musical;
11.Dançar e cantar em dupla em sincronia com o colega;
12.Brincar de mímica tendo como tema uma música;
13.Dançar interpretando a letra de uma música.
14.Construção de instrumentos musicais de sucatas com os educandos;
15.O educador depois de ter trabalhado, separadamente, as construções dos instrumentos poderá formar uma bandinha com as crianças;
16.Utilizando garrafas cheias e vazias trabalhar a diferença de sons produzidos por eles;
17.Fazer uma comparação do som dos instrumentos feitos com materiais recicláveis com o som dos instrumentos originais;
18.Escuta obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outr os povos e países.
19.Apreciar músicas de repertórios variados (clássica, MPB, folclóricas, etc.).
20.Busca informações sobre as obras ouvidas e seus compositores
21.O educador sempre que trabalhar uma música com os educandos deverá comentar sobre o compositor e o que ele quis transmitir com a letra da mesma.
ARTES VISUAIS
1. Desenhar livremente sem a intervenção direta do professor;
2. Pintar um lado da folha de jornal com tinta guache e dobrar, para ver o que acontece;
3. Usar a técnica da pintura a sopro – guache no papel, em cores variadas, ir soprando e formando o desenho. Perguntar as crianças: Como e por que isso acontece?
4. Propor as crianças que façam desenhos a partir da observação das mais diversas situações, cenas, pessoas e objetos;
5. Oferecer diversas atividades simultâneas, como desenhar, pintar, modelar e fazer construções e colagens para que as crianças possam fazer suas escolhas;
6. Desenhar auto-retrato;
7. Rasgar ou dobrar papéis com texturas variadas.
8. Passear pelos espaços da Unidade Escolar procurando objetos de cores e formas variadas e texturas do ambiente;
9. Trabalhar com barro, levando as crianças a perceberem sua textura, cheiro, cor, temperatura, criando formas e figuras, que depois de secas podem ser pintadas com tinta guache e envernizada com cola plástica.
10.Montagem de painéis que contenham ampliações dos desenhos de figuras humanas elaborados pelas crianças do grupo;
11.Ornamentar um bolo de aniversário ou uma mesa de festa;
12.Ilustrar um livro.
13.Exploração de diversos materiais (massa, tinta, argila, giz, areia, plástico, sementes, sucatas, etc.);
14.Brincar de desenhar numa caixa de areia grande;
15.Trabalhar com “óculos’ feitos de cartolina e papel celofane coloridos, para que notem que as cores se alteram, quando vistas de “óculos”. “Lentes” azuis para olhar objetos amarelos fazem com que se tornem verdes.
16.Fazer maquetes de cidades ou brinquedos que envolvem a composição de volumes, proporcionalidades, equilíbrios, etc.
17.Conversa informal, nas rodas interativas, sobre a organização e cuidado que elas devem ter em relação aos materiais e espaço físico da sala;
18.Estabelecer combinados com as crianças, expondo-os na sala de aula;
19.Guardar e organizar a sala.
20.Conversa informal, nas rodas interativas, sobre o respeito e cuidado que elas devem ter em relação aos objetos produzidos;
21.Estabelecer combinados com as crianças, expondo-os na sala de aula.
22.Exposição dos trabalhos das crianças na sala de aula e em área externa da escola;
23.Organizar uma exposição aberta à comunidade sobre algo que esteja sendo trabalhado;
24.Decoração de festas (juninas, natalinas, aniversários, etc.) utilizando as próprias produções das crianças.
25.Entrar em contato com diversas produções artísticas para que as crianças possam diferenciá-las;
26.Criar com as crianças um álbum de fotografias, um álbum de desenhos, etc. para apreciação;
27.Apresentar as crianças diversas esculturas.
28.Elaborar perguntas que instiguem a observação, a descoberta e o interesse das crianças, como: “O que você mais gostou?”Como o artista consegue estas cores? “Que instrumentos e meios ele usou? O que você acha que foi mais difícil para ele fazer?
29.Criar espaços para a construção de uma observação mais apurada, instigando a descrição daquilo que está sendo observado;
30.Permitir que as crianças falem sobre suas criações e escutem as observações dos colegas sobre os seus trabalhos
31.Comentar sobre os resultados dos trabalhos.
32.Observação de figuras humanas nas imagens da arte;
33.Observação de corpos em movimento pesquisados em revistas, em vídeos, em fotos;
34.Observar o próprio corpo diante do espelho.
35.Apresentação de obras de arte de alguns artistas famosos (Miró, Portinari, Monet, etc.) ou imagens para que as crianças narrem, descrevam e interpretem;
36.Reconstruir “outros quadros” a partir de obras de arte (quadros famosos) que retratem o cotidiano (ex; Ciranda, de Portinari).
37.Apresentação de quadros de artistas plásticos famosos ou imagens para que as crianças possam conversar sobre ele e sobre suas experiências pessoais.
Linguagem Oral e Escrita
FALAR E ESCUTAR
1. Relato do final de semana na Rodinha
2. Reconto de historinhas
3. Faz-de-conta
4. Transmitir recados
5. Exposição de suas idéias nas conversas durante a rodinha
6. Dramatizações
7. Conversas
8. Exposições de idéia durante a rodinha
9. Ciranda de livro onde os alunos escolhem a história de sua preferência
10.Brincadeira livre
11.Conversas informais com os colegas
12.Relação das habilidades trabalhadas em sala com experiências pessoais
13.Contos de historinhas. Ao término da história incentivar os alunos a fazerem questionamentos
14.Interação com a professora e funcionários
15.Solicitar que as crianças argumentem algum desenho feito por eles
16.Trabalhar com a linha do tempo, desenhando os momentos mais significativos em ordem
17.Jogos de contar histórias observando imagens e seguindo sua seqüência
18.No final da aula fazer a avaliação do dia, seguindo a ordem de acontecimento do dia
19.Pedir que as crianças façam um relato da historinha que mais gostam
20.No final de um conto solicitar que as crianças descrevam as características do personagem que mais gostou
21.No término de uma história solicitar que os educandos façam o reconto
22.Através de desenhos fazer recontos de histórias
23.Aprender e reproduzir músicas relacionadas com os temas desenvolvidos e outras, canções folclóricas e populares
24.Realização de jogo musical
25.Brincar de Mímica
26.Fazer a dramatização de um poema
PRÁTICAS DE LEITURA
1. Leitura freqüente, pelo professor, de vários tipos de texto
2. Atividades com diferentes textos e suas funções na sociedade: carta, bilhetes, documentos, convites, listas, textos literários, receitas culinárias, manuais, regras de jogo, jornais, enciclopédias, história em quadrinhos.
3. Conto e reconto
4. Faz-de-conta
5. Fazer trabalho com recorte de jornal levados pelos alunos para socializar a notícia
6. Criar o jornalzinho da turma com informativo diário
7. Criar um projeto de correspondência entre as turmas da escola e/ou entre escolas da mesma comunidade
8. Solicitar que as crianças levem para a escola embalagens de produtos em que haja letras de alimentos que comem ou bebem normalmente e de que gostam
9. Trabalhar com gravuras de placas que encontramos facilmente na comunidade
10.Adivinhas
11.Cantar músicas conhecidas utilizando a letra impressa ainda que os alunos não leiam de forma convencional
12.Trabalhar com receitas
13.Chamadinha: usar pedaços de cartolina com o nome das crianças e fazer diariamente a chamadinha
14.Mostrar o nome e ler
15.Mostrar o nome e deixar as crianças descobrirem a quem pertence
16.Pedir para que cada criança pegue seu cartão
17.Pedir para uma criança distribuir os cartões para seus colegas
18.Bingo e dominó dos nomes
19.Atividades no cantinho da leitura
20.Levar as crianças para uma atividade na biblioteca do bairro e/ou sala de leitura da escola
21.Pedir para as crianças levarem para a escola vários tipos de materiais impressos que tem em casa
22.Criar projetos de leitura
23.Dramatizações simples
24.O mundo da leitura: pesquisar histórias que tenham sido utilizadas para grandes produções em cinema e TV (filmes, novelas, etc.)
25.Criar na turma um projeto de empréstimo de livros (Ciranda de livros), onde as crianças poderão levá-los para casa e devolver depois.
PRÁTICAS DE ESCRITA
1. Elaboração de lista de acordo com os temas abordados;
2. Familiarizar com a escrita através do contato e manuseio de livros, revistas, etc. Escrita do nome com auxilio da ficha de identificação;
3. Confecção do jornalzinho coletivo;
4. Confecção de murais
5. Montar e desmontar: propor que as crianças recortem o seu próprio nome, separando letra por letra, misture e remonte;
6. Cruzadinha utilizando os nomes das crianças;
7. Carteira de Identidade: fazer o modelo e pedir para que as crianças levem uma fotografia ou façam um desenho e assinem seu nome;
8. Caderno de Endereços: Propor a organização de um caderno com os nomes e endereços da turma.
9. Mostrar às crianças objetos para que elas criem historinhas a partir deles e o professor copie no quadro
10.Mostrar às crianças seqüência de figuras e a turma irá contando a história à medida em que as figuras são mostradas, a professora anota.
11.Troca de atividades;
12.Fazer exposição com a produção dos alunos;
13.Produzir murais em conjunto;
14.Relato do final de semana e escrever espontaneamente sobre ele;
15.Fazer um painel com gravuras em seguida pedir para que escrevam o que estão vendo;
16.Trabalhar com receitas oralmente e escrita;
17.Trabalhar com imagens e pequenos textos;
18.Pedir que as crianças desenhem e escrevam sobre o que desenharam;
19.Fazer comparação entre o desenho e a escrita.
20.Trabalhar com índice e paginação;
21.Identificar no dinheiro as letras e números;
22.Dominó de letras e números;
23.Placas de veículos.
24.Ler o jornal do dia e contar para as crianças noticia que lhe interessem
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